
Ricardo Darín é uma espécie de mentor e preferido do cinema portenho, arrancando suspiros inclusive de fãs brasileiras, que embora tenham um grande motivo de assistir seus filmes (todos maravilhosos) ainda sentam na telinha para admirar este homem de meia idade, já de cabelos quase grisalhos, longe de ser algum bonitão no estilo de Brad Pitt e Tom Cruise, mas possuidor de um dom e uma elegância pouco vista. Brincadeiras à parte, Darín é um tremendo de um ator, como talvez o cinema brasileiro não tenha hoje.
Nunca podemos esquecer que sua dobradinha com o diretor Juan José Campanella é responsável por grande parte da – senão por toda a – consagração. Quem esteve minimamente atento ao cinema argentino na última década, não deve ter se esquecido de Nove Rainhas (2000), O Filho da Noiva (2001) e Clube da Lua (2004). Por causa deles, Campanella foi parar no mainstream televisivo global e chegou a dirigir episódios dos concorridíssimos House e Law & Order. A sutileza de sua filmografia, aparentemente, não combina com o ritmo industrial de séries como as supracitadas. O que, possivelmente, deve ter provocado seu retorno, à Argentina, para rodar O segredo de seus olhos (2009).
Nunca podemos esquecer que sua dobradinha com o diretor Juan José Campanella é responsável por grande parte da – senão por toda a – consagração. Quem esteve minimamente atento ao cinema argentino na última década, não deve ter se esquecido de Nove Rainhas (2000), O Filho da Noiva (2001) e Clube da Lua (2004). Por causa deles, Campanella foi parar no mainstream televisivo global e chegou a dirigir episódios dos concorridíssimos House e Law & Order. A sutileza de sua filmografia, aparentemente, não combina com o ritmo industrial de séries como as supracitadas. O que, possivelmente, deve ter provocado seu retorno, à Argentina, para rodar O segredo de seus olhos (2009).
Darín é o fracassado típico, sensível, idealista, que as mulheres adoram, na teoria, e que tem uma vida, inicialmente, sem grandes emoções – quando resolve escrever um romance, depois de ter se aposentado. E olhando para o lado de cá, na época, a comparação soa como piada que Lula, o Filho do Brasil tenha ido nos representar – ou tenha sido considerado – nessa mesma categoria da premiação.
O Segredo dos Seus Olhos é outro filme argentino ganhador do Oscar, já haviam levado com "La Historia Oficial" do diretor Luiz Puenzo, e mostra para nós brasileiros, que o cinema não precisa ser somente a pobreza do nordeste ou a violência que estamos cansados de ver (seja de dentro da cadeia, nas favelas ou durante o carnaval – qualquer semelhança, perdoem-me hehehe). Mas fato é, que mesmo longe de qualquer superprodução o cinema argentino com aliança da TVE da Espanha e os vizinhos uruguaios e chilenos, tem feito uma arte adulta, culta e inteligente, sem precisar de muitos palavrões, tiros ou majestosas equipes de figurantes.
Hollywood e nosso cinema nacional tem muito o que aprender com los hermanos del sur...

O Segredo dos Seus Olhos é outro filme argentino ganhador do Oscar, já haviam levado com "La Historia Oficial" do diretor Luiz Puenzo, e mostra para nós brasileiros, que o cinema não precisa ser somente a pobreza do nordeste ou a violência que estamos cansados de ver (seja de dentro da cadeia, nas favelas ou durante o carnaval – qualquer semelhança, perdoem-me hehehe). Mas fato é, que mesmo longe de qualquer superprodução o cinema argentino com aliança da TVE da Espanha e os vizinhos uruguaios e chilenos, tem feito uma arte adulta, culta e inteligente, sem precisar de muitos palavrões, tiros ou majestosas equipes de figurantes.
Hollywood e nosso cinema nacional tem muito o que aprender com los hermanos del sur...

David Vega,
agradaceimentos – Digestivo Cultural




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