sábado, 30 de abril de 2011

Mongolian Ping Pong - (Pingue Pongue da Mongólia)

O pequeno Bilike e sua família são nômades que vivem numa região rural na Mongólia. Lá não há luz elétrica e está quilômetros de distância da civilização. Quando o curioso Bilike e seus melhores amigos, Erguotou e Dawa, encontram uma bola de pingue-pongue, não fazem a mínima idéia do que se trata. A avó afirma que trata-se de uma estrela que caiu do céu.

O filme mostra bem de uma maneira metafórica a chegada da globalização em um clã isolado da integração mundial atual. Carrega de certa forma uma ótica política, devido o fato de atribuir o isolamento desse povo como uma conseqüência da antiga URSS e o modelo de comunismo de Mao TSE Tung.

A bola representa a informação, a modernização, “Abertura dos Portos”, como ocorrera no Japão feudal do século XIX.

Sociedades que estão se modificando e perdendo suas singularidades e tradições, em um âmbito materialista e até mesmo abstrato, alteram-se o comportamento, tornando-os consumistas, fazem-se esquecer suas raízes, abandonam o espiritualismo e a cosmovisão de mantenedores de condutas milenares; tudo isso para poder “se integrar” no conformismo da sociedade contemporânea digital.

Considero esse filme até mesmo um registro etnográfico nos moldes antropológicos. Lembra muito o clássico Nanook of the North, de Roberth Flaherty, onde registrou as ultimas tribos de esquimós em seu modo de vida original, antes de se tornarem mega empresários e exploradores magnatas do petróleo nos EUA e Canadá.

Um ótimo filme, vale a pena!

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